Caminhos para a Moda
Sustentável no Brasil

Recomendações Colabora Moda Sustentável

A cadeia produtiva da moda é extensa, pulverizada e distribuída por todo o território brasileiro com muitas especificidades regionais. Transformar o setor como um todo exige o desenvolvimento de soluções compartilhadas e o envolvimento de múltiplos atores – algo que já está na essência da nossa atuação como Colabora Moda Sustentável.

Para acelerar a resolução de diversos e complexos desafios sociais, econômicos e ambientais, decidimos trabalhar ao longo de meses na construção de recomendações. Quando adotadas, elas podem destravar e impulsionar o avanço dessas soluções e transformar os principais desafios do setor, tornando a moda brasileira mais ética e sustentável.

O que é uma recomendação

Uma boa recomendação é aquela que, se de fato adotada, transforma. Por esta razão, as propostas de recomendações apresentadas a seguir não têm a premissa de serem revolucionárias e nem devem ser utópicas, mas se pautam em alavancas reais, viáveis e que, por vezes, estão em consonância com movimentos emergentes no ecossistema em questão.

O conjunto das recomendações, além de ser factível e ter potência de mudança, é uma composição importante a ser constituída, pois um avanço conjunto gera efeitos que se apoiam mutuamente, reforçando e potencializando novos caminhos.

Além disso, individualmente as recomendações precisam ser endereçadas a atores que possuem papel relevante ou, mesmo, responsabilidades formais em um assunto, atores que podem influenciar outros atores, que estão disponíveis e aptos para dialogar e influenciar e que têm a capacidade de dar visibilidade à agenda e criar fatos e informações novas que levam as discussões do setor a um novo patamar. Por mais complexa que seja uma questão, o ator recomendado tem a possibilidade de ser efetivo.

Caminho de construção das recomendações

Para que isto seja possível, as Recomendações para a Moda Sustentável no Brasil estão sendo elaboradas em um processo consultivo e participativo durante o ano de 2021 – com análise de materiais nacionais e internacionais, entrevistas em profundidade e consultas públicas. O processo é orientado pelo Colabora Moda Sustentável e executado pela Prowa Consultoria.

As potenciais recomendações partem de conhecimentos já construídos por diversos trabalhos internacionais – de organizações internacionais (OCDE, ONU, OIT, União Europeia), do Governo Britânico, das Organizações da Sociedade Civil (Fundação Ellen MacArthur, BSR), estudos de casos de outros ecossistemas da moda internacional (Espanha, Ásia), entre outros.

No contexto brasileiro, a base da análise se pautou, principalmente, no extenso e consistente trabalho que realizamos no Colabora Moda Sustentável, que tem conduzido sua estratégia e iniciativas multi-atores para alcançar a transformação positiva na cadeia da moda, a partir do entendimento sistêmico de desafios, riscos e oportunidades, e do aprendizado emergente e colaborativo de soluções que tragam benefícios para todos.

Processo de construção
das Recomendações

2017

Início do Colabora Moda Sustentável e identificação do 6 eixos transformadores: Educação, Ciência & Tecnologia; Trabalho e Equidade; Meio Ambiente; Cultura & Consumo; Modelo de Negócios; e Políticas Públicas

setembro / outubro de 2020

Construção coletiva das estratégias para retomada econômica com sustentabilidade, uma das bases para construção das recomendações

maio de 2021

Mapeamento de 65 ideias, experiências e possibilidades que poderiam se tornar recomendações por endereçarem os eixos transformadores e seus desafios, a partir de documentos do Colabora Moda Sustentável e de outros movimentos nacionais e internacionais

julho de 2021

Entrevistas a especialistas e atores relevantes para o tema – colaboradores de empresas e associações dos setores da moda, órgãos públicos e reguladores, organizações da sociedade civil que apoiam a agenda e agentes públicos relevantes para o tema

agosto de 2021

Definição de 25 propostas de recomendações agrupadas em 5 grandes necessidades:
1. Desenvolvimento da cadeia e do ambiente de negócios; 2. Aumento da oferta de capital; 3. Fortalecimento do Ecossistema da Moda e de suas Organizações e Atores; 4. Ambiente legal e regulatório favorável; 5. Geração e Disseminação de Conhecimento

agosto / setembro de 2021

Consulta e colheita de contribuições dos membros do Colabora Moda Sustentável, definição de 20 recomendações para a moda sustentável no Brasil

outubro de 2021

Consulta pública a nível nacional sobre as Recomendações Colabora Moda Sustentável – Caminhos para a Moda Sustentável no Brasil

É SUA VEZ DE PARTICIPAR: VAMOS COLOCAR AS RECOMENDAÇÕES EM PRÁTICA?

LEIA com atenção as recomendações Colabora Moda Sustentável.

COMPARTILHE esta página com suas redes. Quanto mais gente tiver acesso ao documento, melhor!

ESTABELEÇA UM PLANO para implementar as recomendações a partir do seu ambiente de trabalho. Lembre que, se não forem adotadas, elas não serão efetivas.

PRIORIZE as estratégias que mais se conectarem com a sua área de atuação e advogue pela mudança.

COLABORE com quem está atuando para potencializar os resultados e fale conosco se quiser construir soluções e encaminhamentos conjuntamente.

Dentro de cada bloco abaixo, você encontrará o texto detalhado das recomendações.

Se ficar com dúvidas sobre alguma informação ou termos, você pode acessar nosso Glossário aqui.

1. Desenvolvimento da cadeia e do ambiente de negócios

Desenvolver melhores modelos de negócio para uma cadeia mais robusta, com menos riscos, maior desenvolvimento da indústria da moda, têxtil, acessórios e calçados, pode promover um ambiente de competitividade saudável, garantir direitos e oferecer melhores condições de trabalho para todos os trabalhadores, diretos ou indiretos, e conectar às expectativas dos consumidores em todo o mundo por mais sustentabilidade.

As recomendações relacionadas visam dar maior robustez à cadeia, maior qualificação e profissionalização, e incentivar práticas que reduzam a informalidade e tragam segurança social e ambiental a todos.

X

1.1 Que todas as empresas da cadeia da moda (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio), incluindo as plataformas online de venda de vestuário, calçados e acessórios – através de suas áreas competentes – tenham políticas de suprimentos e de compliance com exigência das origens dos materiais do produto e as condições de trabalho em que foi produzido, incluindo os terceirizados e subcontratados de todo o ciclo produtivo da moda.

Partes interessadas: Empresas na cadeia da moda  (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio), associações setoriais, associações empresariais, institutos e fundações empresariais

1.2 Que grandes empresas do setor (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio) estabeleçam políticas de compras visando um relacionamento estratégico com a cadeia de fornecimento – aumentando a previsibilidade, assumindo comprometimento com a compra, garantindo prazos de pagamentos que não comprometam a saúde financeira dos fornecedores – para médios, pequenos e micro fornecedores, contribuindo para aumentar a perenização dos atores da cadeia e reduzindo as desigualdades e fragilidades entre os elos.

Partes interessadas: Empresas na cadeia da moda (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio), associações setoriais, associações empresariais, institutos e fundações empresariais.

1.3 Que profissionais das empresas varejistas responsáveis pela definição e escolha das coleções adotem em suas coleções as identidades brasileiras e ressaltem a diversidade de corpos nos seus produtos, e que valorizem economicamente e respeitem a autoria, bem como a autodeterminação dos grupos produtivos envolvidos.

Partes interessadas: Empresas na cadeia da moda (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio), associações setoriais, associações empresariais, institutos e fundações empresariais.

1.4 Que empresas (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio) têxteis, de calçados e acessórios promovam ativamente a redução e compensação das suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), o uso eficiente de recursos naturais, a boa gestão de resíduos, a redução do uso de químicos perigosos na produção, façam uso das práticas regenerativas e circulares, e adotem mecanismos de mensuração e certificação. Assumindo compromissos mensuráveis e prazos definidos nos próximos 5 anos.

Partes interessadas: Empresas na cadeia da moda  (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio), associações setoriais, associações empresariais, institutos e fundações empresariais.

1.5 Que todas as empresas e organizações da cadeia de valor da moda tenham, em suas políticas e estratégias, metas e ações claras para promover uma cadeia que respeite os direitos humanos, com mais equidade, considerando gênero, raça, LGBTQIA+, pessoas com deficiência e território de origem.

Partes interessadas: Empresas na cadeia da moda  (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio), associações setoriais, associações empresariais, institutos e fundações empresariais | Organizações de sociedade civil.

1.6 Que associações setoriais, grandes empresas (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio) e organizações sociais promovam mecanismos de captura e disseminação de informações sobre a origem dos materiais e produtos e as condições de trabalho em que foram produzidos, incluindo os terceirizados e subcontratados de todo o ciclo produtivo da moda,  para garantir a transparência, visibilidade e rastreabilidade na cadeia de valor.

Partes interessadas: Empresas na cadeia da moda (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio), associações setoriais, associações empresariais, institutos e fundações empresariais | Organizações de sociedade civil.

2. Aumento da oferta de capital

É possível alavancar e acelerar diversas soluções técnicas, tecnológicas e sociais já mapeadas, que estão sendo testadas na cadeia. E para isto é necessário atrair e ampliar os recursos para fomentar novos modelos de negócios, desenvolvimento e adoção de tecnologias e arranjos produtivos justos e sustentáveis na cadeia da moda brasileira. Através do direcionamento e ampliação de recursos financeiros provenientes de diferentes fontes – governos, organizações filantrópicas, bancos, empresas da cadeia e investidores.
E nesse tema, as recomendações buscam a atração de capital, ampliação de linhas de financiamento e ampliação da disposição de recursos financeiros filantrópicos e não filantrópicos para fomentar modelos de negócios, tecnologias e arranjos produtivos mais sustentáveis.

X

2.1 Que organizações da sociedade civil com ações focadas na cadeia da moda, em conjunto com associações do setor liderem iniciativas que conectem financiadores sociais e ambientais nacionais e internacionais, aumentando possibilidades de atração de outros recursos ao financiamento de uma transição sustentável na cadeia e alavanquem a visibilidade e solução das questões sociais e ambientais críticas.

Partes interessadas: Empresas na cadeia da moda (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio),  associações setoriais, associações empresariais, institutos e fundações empresariais | Organizações de sociedade civil.

2.2 Que as grandes empresas (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio) da cadeia da moda direcionem, anualmente, 1% de seu lucro bruto para a aceleração de agendas de P&D  (por exemplo, criação de centros de inovação tecnológica, desenvolvimento de projetos internos de inovação etc.), focando em soluções sustentáveis, regenerativas e circulares para o território ao longo da cadeia.

Partes interessadas: Empresas na cadeia da moda  (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio), associações setoriais, associações empresariais, institutos e fundações empresariais.

2.3 Que bancos privados, bancos digitais, fintechs e cooperativas de créditos criem fundos para apoiar MEI, micro, pequenas e médias empresas, e que disponibilizem produtos financeiros (tais como, por exemplo, seguros, financiamento produtivo/maquinário, microcrédito, fundo de aval, crédito para inovação e sustentabilidade) adequados aos elos mais vulneráveis da cadeia.
Partes interessadas: Instituições financeiras, Fundos, Agências de fomento ao desenvolvimento econômico, Incubadoras e Aceleradoras.

3. Fortalecimento do Ecossistema da Moda e de suas Organizações e Atores

Para transformar cadeias produtivas em ecossistemas saudáveis e sustentáveis de valor compartilhado – com a redução das desigualdades, redução das injustiças, prática da responsabilidade social das empresas – deve-se contar com atores diversos em escopo de atuação, porte e maturidade, com conhecimentos e habilidades complementares e com capacidade e predisposição para compreensão e construção de uma agenda mútua positiva. Soluções sistêmicas e colaborativas são mais criativas, geram ações mais equilibradas e benéficas ao coletivo de pessoas e empresas, garantindo maior perenidade a essas soluções e estabilidade social.

Um ecossistema da moda é composto por atores tais como grandes agricultores e pequenos produtores familiares de fibras naturais, fabricantes de fibras artificiais e sintéticas, fiação e tecelagem, beneficiadores, confeccionistas, distribuidores, e varejistas, trabalhadores, incluindo imigrantes, de todos esses elos da cadeia têxtil em condição formal ou informal de trabalho, consumidores, fornecedores de maquinário, fornecedores de equipamentos, produção de softwares, editoras de revistas especializadas, feiras de moda; agências de publicidade, órgãos de proteção ao trabalhador, reguladores, organizações da sociedade civil, lideranças comunitárias e de grupos produtivos, designers de moda, plataformas digitais de venda no varejo, influencers, jornalistas, editores de moda, mídia, etc.

X

3.1 Que empresas, institutos e fundações empresariais e familiares apoiem a criação de novas organizações e atuem no fortalecimento de organizações da sociedade civil (ONGs, cooperativas produtivas, coletivos e grupos de costura, associações representativas), que apoiam causas sociais e ambientais na cadeia da moda, criando assim um ecossistema mais diverso e dinâmico na busca de soluções coletivas, por meio da destinação de 10% de seu orçamento anual de responsabilidade e investimento social ou similar.

Partes interessadas: Empresas na cadeia da moda  (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio), associações setoriais, associações empresariais, institutos e fundações empresariais.

3.2 Que todas as instituições de ensino e de treinamentos, tais como institutos de ensino técnico, institutos profissionalizantes e organizações do Sistema S – que oferecem diversos cursos e formações focados na educação empreendedora e na formalização da mão de obra da cadeia da moda – revisem sua metodologia, linguagem e plataformas online (experiência do usuário) criando, assim, formatos adequados e de uso acessível – navegação online simples e linguagem clara para o público-alvo destas formações,  tanto em grandes centros, quanto em polos regionais.

Partes Interessadas: Instituições de ensino, treinamentos e capacitações – tais como instituições de ensino básico, superior, especialização, técnico, profissionalizante.

3.3 Que as universidades e escolas técnicas incorporem as temáticas da Sustentabilidade, Responsabilidade Social, Direitos Humanos, Trabalho Decente, Equidade e Economia Regenerativa e Circular, nas suas ofertas de ensino da graduação, pós-graduação e extensão em cursos dedicados à cadeia e transversalmente em cursos regulares já existentes.

Partes Interessadas: Instituições de ensino, treinamentos e capacitações – tais como instituições de ensino básico, superior, especialização, técnico, profissionalizante

4. Ambiente legal e regulatório favorável

Para destravar desafios é necessário também atuar sobre o ambiente legal e regulatório, tanto público quanto privado, considerando oportunidades de construção e revisão de regulamentações e normas, que exijam condições mínimas, responsabilidade social e ambiental, ética e transparência, e que facilitem o desenvolvimento sustentável do ecossistema. Ter um ambiente legal e regulatório favorável é parte determinante para estimular e incentivar o desenvolvimento e adoção de práticas sociais e ambientais sustentáveis ao longo da cadeia.

X

4.1 Que órgãos públicos (esferas federal, estadual e municipal) – em seus processos de aquisição de produtos têxteis, vestuário e acessórios – incorporem critérios de desempenho social, ambiental e de economia regenerativa e circular na avaliação dos fornecedores; e nas esferas municipais e locais realizem chamadas de compras públicas – de produtos têxteis, vestuário, calçados e acessórios – com dispensa de procedimento licitatório para adquirir produtos de MEI, microempresas, grupos produtivos associados ou cooperados, aos moldes do Programa da Agricultura Familiar e do Programa Nacional da Alimentação Escolar.

Partes interessadas: Instituições do poder público – ministérios, secretarias, autarquias públicas, administração pública direta e indireta.

4.2 Que o Ministério do Meio Ambiente desenvolva políticas à promoção da economia circular – como a ampliação das regras da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) para a indústria da moda – e implante os mecanismos financeiros e incentivos fiscais já previstos na lei da PNRS (capítulo 3, artigo 8, incisos IX e X) vinculados a soluções para separação e coleta de resíduos para grandes geradores, mapeamento das emissões de GEE do setor, linhas de financiamento que estimulem a redução da pegada ambiental da cadeia, a regeneração de solos e de fontes de água etc.

Partes interessadas: Instituições do poder público – ministérios, secretarias, autarquias públicas, administração pública direta e indireta.

4.3 Que o Ministério da Economia, através do Comitê Gestor do Simples Nacional, faça avançar o Estatuto Nacional de Microempresas e as Empresas de Pequeno Porte, criando comitês nacionais para discussão e desenvolvimento das questões Trabalhistas, Inovação e Certificação da mesma forma que criou a Redesim – responsável pela criação do MEI, pela rapidez na abertura de empresas.

Partes interessadas: Instituições do poder público – ministérios, secretarias, autarquias públicas, administração pública direta e indireta.

5. Geração e Disseminação de Conhecimento

Não podemos atuar sobre o que não conhecemos. Compreender as oportunidades e impactos da cadeia da moda no Brasil é fundamental para que todos os elos compreendam seu papel e seu potencial em gerar soluções.
A disseminação de conhecimento e condução de estratégias regionais e nacionais baseada em dados são essenciais para que se construa capacidade de avaliação e senso de urgência nas questões sociais e ambientais da cadeia, buscando uma mudança estrutural de padrão de consumo e produção através da conscientização, valorização e mobilização social.

X

5.1 Que organizações sociais, centros de pesquisa, empresas da cadeia, associações setoriais, universidades e o poder público criem o Observatório da Moda Sustentável de nível nacional para se tornar referência (reduzindo a pulverização da informação) no monitoramento de assuntos críticos da sustentabilidade da cadeia, entre eles: 

– Alinhamento dos conceitos na moda sustentável – por exemplo, o que é material sustentável, regeneração, circularidade, biodegradável, etc;

– Definição e monitoramento de indicadores da moda sustentável regenerativa e circular;

– Compromissos sociais e ambientais como, por exemplo, redução da presença de trabalhadores informais e de trabalho análogo ao escravo na cadeia; redução e eliminação do uso de químicos perigosos na produção de matérias-primas, roupas, calçados e acessórios; percentual do total de peças produzidas no Brasil certificadas por selo(s) específico(s); valor da remuneração por peça; contextualização e divulgação para o Brasil das iniciativas de economia circular;

– Investimentos da cadeia da moda construídos coletivamente;

– Mapeamentos objetivos sobre perda de valor econômico do trabalho ao longo da cadeia;

– Contribuição da cadeia para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável;

– O estado das compras públicas de vestuários, calçados e acessórios – “Boas Práticas e desafios”;

– Composição e disseminação de benchmarkings de boas práticas e casos de sucesso na moda sustentável;

– Estados atuais e avanços do arcabouço regulatório para a moda sustentável;

– Avanço do ecossistema de atores.

Partes interessadas: Empresas na cadeia da moda  (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio), associações setoriais, associações empresariais, institutos e fundações empresariais | Organizações de sociedade civil | Instituições do poder público – ministérios, secretarias, autarquias públicas, administração pública direta e indireta | Instituições de ensino, treinamentos e capacitações – tais como instituições de ensino básico, superior, especialização, técnico, profissionalizante.

5.2 Que Empresas e Associações Setoriais destinem 20% de seu orçamento de comunicação e marketing anual para a educação suas partes interessadas  (stakeholders) – por exemplo, agências de comunicação, jornalistas, grande mídia, influenciadores digitais –  e seus clientes – (consumidores, personal shoppers, influenciadores parceiros e vendedores) nas questões da moda sustentável, regenerativa e circular – Direitos Humanos, Trabalho Decente, Equidade de Gênero e Racial, Meio Ambiente, Economia Circular, Uso Correto dos Termos da Moda Sustentável, Visibilidade às Boas Práticas e Soluções – trazendo foco para o que é intolerável (violação de direitos), evitando o green washing e o social washing e gerando mais prosumers, bem como um radar social consciente.

Partes interessadas: Empresas na cadeia da moda (varejistas, marcas, indústrias e agronegócio), associações setoriais, associações empresariais, institutos e fundações empresariais.